O som que se canta não é de todo ouvido
Soa no crânio e se perde em meio ao significado
As letras não mais fazem sentido quando em ondas se propagam
Os graves mais leve ficaram
O agudo não dói aos ouvidos sensíveis
Palavras vazias enchem-se de sons ao sair da boca e se esvaziam num ouvido
Barulho
Apenas ruído
Somente um esforço perdido
Somente
Som
Só
"Ser alguma coisa definida te limita. Ser nada é se negar. Ser uma não-coisa porém..." Kimio
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O básico do meu Português
O verbo reage intenção em feito. Assim espero o despertar, o desabrochar, o avivar da alma. Não somente minha, mas concomitantemente tua. Para que produzas novos verbos, já existentes ou não. Uma provocação a te tirar do enclaustro de timidez, de paredes cinzas e de puro consentimento, sem sentimento.
O adjetivo explica. E isso quero quando escreveres. Quero que escrevas nem que seja num cantinho de guardanapo as palavras que definem, colorem, trazem graça ao teu substantivo.
Ah, e esse sujeito... escolhas um! Pois tantos são e tão poucos querem ser sãos! Há de verbos derrotarem-se pelo "quando", "como", e "quanto".
O substantivo, velho, está perdendo...
O adjetivo explica. E isso quero quando escreveres. Quero que escrevas nem que seja num cantinho de guardanapo as palavras que definem, colorem, trazem graça ao teu substantivo.
Ah, e esse sujeito... escolhas um! Pois tantos são e tão poucos querem ser sãos! Há de verbos derrotarem-se pelo "quando", "como", e "quanto".
O substantivo, velho, está perdendo...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Quer saber?
O que une o Ying e o Yang? Naquela linha tênue entre um e outro? Em outras palavras, o que separa um do outro?
E o "talvez" é realmente o meio termo entre o sim e o não? Ou seria um "sim e não"? O que distingue essas idéias? Ou ainda, o que as torna juntas pelo oposição?
Qual é a luminosidade entre a sombra e o sol? A penumbra? Mas e naquele limitezinho, entre o final dela e o sol, que mora ali? Cinza? Preto? Branco? Como estas se geram, a sombra ao sol, ou o sol à sombra?
E entre passado e futuro, existe mesmo um presente? Que é tão rápido que não podemos demarcá-lo? Nem nunca dizermos que é no momento que ocorre? Porque, se é o presente?
A nossa existência será que divide o que? A Grande Expansão da Grande Contração do Universo? O segundo do quarto planetas? O céu do Inferno? A vida da morte? O desconhecimento da fama? A ignorância da sabedoria?
E o que veio antes do Big Bang? De onde veio aquele ponto hipercondensado de matéria?
E Deus, o que é? E veio de onde?
Parafraseando Saramago: "Ninguém percebe que matar em nome de Deus é torná-lo um assassino?"
Quais coisas estão ao nosso redor que não temos a capacidade de perceber?
Que pessoas cuidam de nós que não sabemos?
Que animais não conhecemos?
Quais segredos se perderam pela eternidade?
Quanto tempo levou pro primeiro relógio ser construído?
O que seria um paradoxo se paradoxos não existissem?
Que ponto no céu mostra o que procuramos?
Onde mora a imaginação no cérebro?
Porque "ser ou não ser"? Não podia "ser e não ser"?
Quer saber?
E o "talvez" é realmente o meio termo entre o sim e o não? Ou seria um "sim e não"? O que distingue essas idéias? Ou ainda, o que as torna juntas pelo oposição?
Qual é a luminosidade entre a sombra e o sol? A penumbra? Mas e naquele limitezinho, entre o final dela e o sol, que mora ali? Cinza? Preto? Branco? Como estas se geram, a sombra ao sol, ou o sol à sombra?
E entre passado e futuro, existe mesmo um presente? Que é tão rápido que não podemos demarcá-lo? Nem nunca dizermos que é no momento que ocorre? Porque, se é o presente?
A nossa existência será que divide o que? A Grande Expansão da Grande Contração do Universo? O segundo do quarto planetas? O céu do Inferno? A vida da morte? O desconhecimento da fama? A ignorância da sabedoria?
E o que veio antes do Big Bang? De onde veio aquele ponto hipercondensado de matéria?
E Deus, o que é? E veio de onde?
Parafraseando Saramago: "Ninguém percebe que matar em nome de Deus é torná-lo um assassino?"
Quais coisas estão ao nosso redor que não temos a capacidade de perceber?
Que pessoas cuidam de nós que não sabemos?
Que animais não conhecemos?
Quais segredos se perderam pela eternidade?
Quanto tempo levou pro primeiro relógio ser construído?
O que seria um paradoxo se paradoxos não existissem?
Que ponto no céu mostra o que procuramos?
Onde mora a imaginação no cérebro?
Porque "ser ou não ser"? Não podia "ser e não ser"?
Quer saber?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Pedra oca
Inóspito palácio
Bravio vestíbulo
Etéreo lufar
Permeável afeto
Torso esticado
Apêndices recolhidos
Mente fugaz
Inseparável verídico
Sol desordenado
Adentra convívio
Claustro sádico
Inquieta fechar
Exaspero acalmante
Tepidez avivante
Transpor heróico
Safira virente
Bravio vestíbulo
Etéreo lufar
Permeável afeto
Torso esticado
Apêndices recolhidos
Mente fugaz
Inseparável verídico
Sol desordenado
Adentra convívio
Claustro sádico
Inquieta fechar
Exaspero acalmante
Tepidez avivante
Transpor heróico
Safira virente
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Que tal?
- Ei! Vamos andar pelas ruas da cidade, sem dinheiro nem documento, apenas as chaves de casa?
- Siiim! Vamos!
Assim andaram e usufruíram do melhor que o mundo pôde trazer. Fizeram coisas que quase ninguém fazia todos os dias.
Ajudaram ao cego a atravessar a rua.
Carregaram sacolas para velhinhas que por si só não sabiam como carregavam.
Levantaram a vassoura do gari que a deixou cair.
Assistiram com atenção ao senhor que falava sozinho, pra todos.
Pequenas coisas a serem feitas, grandes ao serem executadas.
Até aqui foram as menores, pois outras inenarráveis conseguiram.
Ao fim de um dia, como se a igreja lhes coubessem, absolveram-se de todos os pecados que jamais proferiram.
A chave abrindo a porta de entrada, fechando um dia tão bom quanto chegar em casa.
Satisfação? Orgulho? Não. Cumprimento de um dever esquecido por todos.
- Siiim! Vamos!
Assim andaram e usufruíram do melhor que o mundo pôde trazer. Fizeram coisas que quase ninguém fazia todos os dias.
Ajudaram ao cego a atravessar a rua.
Carregaram sacolas para velhinhas que por si só não sabiam como carregavam.
Levantaram a vassoura do gari que a deixou cair.
Assistiram com atenção ao senhor que falava sozinho, pra todos.
Pequenas coisas a serem feitas, grandes ao serem executadas.
Até aqui foram as menores, pois outras inenarráveis conseguiram.
Ao fim de um dia, como se a igreja lhes coubessem, absolveram-se de todos os pecados que jamais proferiram.
A chave abrindo a porta de entrada, fechando um dia tão bom quanto chegar em casa.
Satisfação? Orgulho? Não. Cumprimento de um dever esquecido por todos.
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