Tenho um segredo
Tento um decreto
Tanto de enredo
Quanto decrépito
Novo tentar
Volta a falhar
Novo tentar
Volto a encalhar
Insisto no mundo
Um cisto decente
Assisto no fundo
Imprevisto nascente
Peito que pede
Pé que antecede
Amor que não pede
A mão que sucede
Profundo querer
Pro fundo rever
Pro mundo sentir
Pra poder assentir
Esteja diante
Neste instante
Fique ofegante
Minha amante
"Ser alguma coisa definida te limita. Ser nada é se negar. Ser uma não-coisa porém..." Kimio
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Viva!!
Sabe quando a vida te trás uma chance e percebe ela mesma se desfazendo sem estar ao teu alcance? Quando cansa de esticar os braços em meio ao escuro procurando por respostas, ou palavras? Tudo ecoa sem som. O peito quer dar mais braço ao alcance e o suor te mostra a inutilidade do debater. Se sente num cair pra dentro. Não resisto. Não desisto. Apenas fico ali, observando o momento em que estou. E sentindo aquele momento como uno e novo.
Deixo meu corpo parar, e olho à frente, aonde os olhos não enxergam.
Existe o medo. Coexiste a coragem.
Não há mais ar, nem respiração. Não há pulsar, nem sangue. Nem luz ou olhos. Sequer tato ou corpo. Desaparece o pensar e o sentir. Foge a vida e a vontade. O sentido se esvai e tudo de antes te atravessa a alma. Por ti o tempo flui.
Tudo pára.
...
Aí acorda e olha pro teto verde. Luzes e pequenos sons. Eles aumentam e o teto diminui. O peito batido dói e o corpo endurece. A coragem volta e o medo some. O alcance não é mais necessário e a humildade toma lugar. O desapegar faz sentido. Uma luta transparece em cada olhar cego. Vontades se concretizam em cada segundo. Memórias são um quebra-cabeça de infinitas peças, sem bordas. As últimas peças não são conhecidas e faltam.
...
Os parâmetros mudam e não é mais fácil e automático respirar. Levantar-se parece impossível e fatal. Olhar para os lados, não dá mais. Alimentar-se normalmente, não dá mais. Ir ao banheiro, não dá mais. Para coçar a perna, precisa de ajuda. Para escovar os dentes precisa de alguém. Para ligar pra alguém, precisa pedir. Ver o sol, só pela janela, e pela pele. Ficar inconformado não é opção... é ser vencido. Um simples assobiar cansa mais que correr uma maratona. Não tentar nada te definha até pelo cabelo que cai. A pele rasgada e furada não dói.
...
Com o tempo descobre que um cheiro pode ser tão grande quanto uma viagem à praia. E também que muitos sons ignorados todos os dias são ricos em preencher os ouvidos. Que cócegas, arrepios, calor e frio, pressão e dor, são todas um tipo de carinho das situações. As cores\brilhos\tons têm vida própria e se instalam em lugares inusitados. As texturas e sabores se orgulham de estar na boca. Sentir paixão ou amor é simples e fácil e que são tão importantes quanto a raiva. Que ouvir as respostas das perguntas é mais importante do que ter respostas para as perguntas. O alcance não depende do braço e sim da intenção e da vontade. Cada músculo e osso que mexe tem um propósito que merece ser digno. Que há mais coisas que seu corpo pode perceber. Que as pessoas tem amor e carinho e não sabem deixar isso se manifestar de forma alguma. Que todos precisam de muitas coisas que não são reais. Que a maioria não sabe do que precisa. Que a vida vai passando e que fazer a diferença em algum momento pode te recompensar eternamente. Que nada é tão difícil quanto parece.
...
Limpa todo o seu repertório de valores e reconstrói com calma e sensatez. Não desiste. Não pára. Não sofre. Não se perde.
∞ Vive! ∞
Deixo meu corpo parar, e olho à frente, aonde os olhos não enxergam.
Existe o medo. Coexiste a coragem.
Não há mais ar, nem respiração. Não há pulsar, nem sangue. Nem luz ou olhos. Sequer tato ou corpo. Desaparece o pensar e o sentir. Foge a vida e a vontade. O sentido se esvai e tudo de antes te atravessa a alma. Por ti o tempo flui.
Tudo pára.
...
Aí acorda e olha pro teto verde. Luzes e pequenos sons. Eles aumentam e o teto diminui. O peito batido dói e o corpo endurece. A coragem volta e o medo some. O alcance não é mais necessário e a humildade toma lugar. O desapegar faz sentido. Uma luta transparece em cada olhar cego. Vontades se concretizam em cada segundo. Memórias são um quebra-cabeça de infinitas peças, sem bordas. As últimas peças não são conhecidas e faltam.
...
Os parâmetros mudam e não é mais fácil e automático respirar. Levantar-se parece impossível e fatal. Olhar para os lados, não dá mais. Alimentar-se normalmente, não dá mais. Ir ao banheiro, não dá mais. Para coçar a perna, precisa de ajuda. Para escovar os dentes precisa de alguém. Para ligar pra alguém, precisa pedir. Ver o sol, só pela janela, e pela pele. Ficar inconformado não é opção... é ser vencido. Um simples assobiar cansa mais que correr uma maratona. Não tentar nada te definha até pelo cabelo que cai. A pele rasgada e furada não dói.
...
Com o tempo descobre que um cheiro pode ser tão grande quanto uma viagem à praia. E também que muitos sons ignorados todos os dias são ricos em preencher os ouvidos. Que cócegas, arrepios, calor e frio, pressão e dor, são todas um tipo de carinho das situações. As cores\brilhos\tons têm vida própria e se instalam em lugares inusitados. As texturas e sabores se orgulham de estar na boca. Sentir paixão ou amor é simples e fácil e que são tão importantes quanto a raiva. Que ouvir as respostas das perguntas é mais importante do que ter respostas para as perguntas. O alcance não depende do braço e sim da intenção e da vontade. Cada músculo e osso que mexe tem um propósito que merece ser digno. Que há mais coisas que seu corpo pode perceber. Que as pessoas tem amor e carinho e não sabem deixar isso se manifestar de forma alguma. Que todos precisam de muitas coisas que não são reais. Que a maioria não sabe do que precisa. Que a vida vai passando e que fazer a diferença em algum momento pode te recompensar eternamente. Que nada é tão difícil quanto parece.
...
Limpa todo o seu repertório de valores e reconstrói com calma e sensatez. Não desiste. Não pára. Não sofre. Não se perde.
∞ Vive! ∞
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Entenda
Força do homem não se dá pelo forte que se bate.
Isto é capacidade.
Força é medida da intensidade que sabe precisar bater.
Fidelidade do homem não é o quanto ele não trai.
Isto é insistência.
Fidelidade é quanto sabe que valem os próprios sentimentos antes de qualquer ação.
Fome não é o quanto se quer comer para ficar satisfeito.
Isto é ansiedade.
Fome é quanto precisa comer para viver bem.
Felicidade não é só sorrir e nunca ficar triste.
Isto é conto-de-fada.
Felicidade é saber que a tristeza é tão importante quanto ela e que coexistem.
Falar não é abrir a boca e deixar os sons saírem.
Isto é gritar.
Falar é abrir a boca do coração e deixar a mente proferir.
Grande inspirador:
Isto é capacidade.
Força é medida da intensidade que sabe precisar bater.
Fidelidade do homem não é o quanto ele não trai.
Isto é insistência.
Fidelidade é quanto sabe que valem os próprios sentimentos antes de qualquer ação.
Fome não é o quanto se quer comer para ficar satisfeito.
Isto é ansiedade.
Fome é quanto precisa comer para viver bem.
Felicidade não é só sorrir e nunca ficar triste.
Isto é conto-de-fada.
Felicidade é saber que a tristeza é tão importante quanto ela e que coexistem.
Falar não é abrir a boca e deixar os sons saírem.
Isto é gritar.
Falar é abrir a boca do coração e deixar a mente proferir.
Grande inspirador:
domingo, 12 de outubro de 2008
Idas

Chorei de rir
Felicidades tais
Dia partiram
Aqui do cais
Vi um navio
Longe, distante
Pensei num dia
Demais abençoante
Dias seguintes
Sem choro ou mágoa
Sequer uma gota
Aumenta água
Mar separa o tempo
Vazio do ido
Tal qual convés
Peito aborrido
Adeus sereno
Parte navio
Defronta de novo
Mar bravio
Areia meus pés
Gigante grão
Sólido apoio
Tristeza não
Ar minhas mãos
Brisa se solta
Arma do hoje
Ao peito envolta
Fase
Dei-lhe a mão. Levantou, partiu.
Fitava o peito ensangüentado, manchado com uma camiseta branca.
O fosco ressaltava nos olhos fundos.
Aquele espelho parecia trincado.
O cinza predominava o céu mais azul que um dia já teve.
Tanta era a solidão que senti minha presença como nunca. Criança no escuro.
A sede e a fome não importavam, eram de menos.
Somente recordava e não era suficiente, parecia estar sem tempo.
Fitava o peito ensangüentado, manchado com uma camiseta branca.
O fosco ressaltava nos olhos fundos.
Aquele espelho parecia trincado.
O cinza predominava o céu mais azul que um dia já teve.
Tanta era a solidão que senti minha presença como nunca. Criança no escuro.
A sede e a fome não importavam, eram de menos.
Somente recordava e não era suficiente, parecia estar sem tempo.
Deitei, acalentei, dormi.
Sonhava mundos mágicos, sem dores pra todos.
Desejava tangos alegres e tecidos esvoaçantes.
Previa sóis vindouros mornos e brilhantes.
Pensava em risos cheios.
Tudo se bastava como era.
Sonhava mundos mágicos, sem dores pra todos.
Desejava tangos alegres e tecidos esvoaçantes.
Previa sóis vindouros mornos e brilhantes.
Pensava em risos cheios.
Tudo se bastava como era.
Deixei, acordei, segui.
Ainda sonho.
Ainda desejo.
Ainda prevejo.
Ainda penso.
Basta.
Ainda sonho.
Ainda desejo.
Ainda prevejo.
Ainda penso.
Basta.
Assinar:
Postagens (Atom)